sexta-feira, 26 de maio de 2017

AUTÁRQUICAS: PS com (quase) todas as juntas definidas


O Partido Socialista courense já tem definidos quase todos os cabeças de lista às várias freguesias do concelho (ver quadro abaixo). Com algumas surpresas, com nomes de continuidade, mas também com dois lugares ainda em branco, à espera duma solução.

Poder-se-ia esperar que, com excepção dos presidentes de junta que não podem continuar devido à limitação dos mandatos, todos os outros se apresentariam na corrida eleitoral do próximo dia 1 de Outubro. No PS, contudo, não foi assim, com António Esteves, antigo vereador e actual presidente da união de freguesias de Bico e Cristelo, a não concorrer novamente ao cargo. Em seu lugar a encabeçar a lista socialista irá Armando Feijó, que já integra a equipa de António Esteves.

Esta foi uma das surpresas do leque de nomes de candidatos do PS courense às freguesias., mas não foi a única. Começou pela união de freguesias de Paredes de Coura e Resende, com o anúncio de Cláudia Pires de Lima como candidata, e continuou depois com a indicação de José Alberto Mota (ex-PSD e ex-CDS) para Parada. A que se somou o avançar de Armando Araújo, presidente da concelhia, para a liderança da Junta de Freguesia de Mozelos, deixando o resguardo do trabalho de bastidores.

Mas outras surpresas poderão ainda surgir. Isto porque, na reunião da comissão política, no início desta semana, não terá ficado ainda tudo decidido. Sem indicação de qualquer nome para cabeça de lista permanecem Rubiães e a união de freguesias de Formariz e Ferreira. No primeiro caso, depois de ter vindo a público o descontentamento de David Saraiva, actual presidente daquela junta de freguesia, com o partido pelo qual foi eleito (o PSD), não será de estranhar que, se este avançar como independente, o Partido Socialista não apresente candidato próprio. Por outro lado, também não é de colocar de parte a hipótese de David Saraiva concorrer com as cores do PS.

Já em relação a Formariz e Ferreira, a questão terá a ver com a ordem dos candidatos. É que há quem não veja com bons olhos o facto de António Pereira permanecer como segundo na lista, quando é dele todo o trabalho visível na união de freguesias. Do lado de Formariz, também não parece estar fácil aceitarem que seja alguém de Ferreira a encabeçar a lista socialista. Acresce que, em virtude do cumprimento da lei da paridade, exigida às freguesias com mais de 750 eleitores, nos três primeiros lugares da lista de Ferreira e Formariz, necessariamente, têm de existir homens e mulheres. O que, aliás, também afecta as listas das uniões de freguesias de Paredes de Coura e Resende e ainda de Bico e Cristelo, onde esta situação já foi acautelada.


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Autárquicas: José Mota é candidato do PS em Parada

José Alberto Mota é o cabeça de lista do Partido Socialista à Junta de Freguesia de Parada. Do lado do PSD não há ainda certezas sobre quem irá concorrer. E há uma garantia: Anésio Barbosa quer regressar.
As eleições autárquicas do próximo dia 1 de Outubro prometem ser concorridas em Parada. Como, aliás, já vem sido hábito nesta freguesia onde, ao contrário da maioria das restantes do concelho, é habitual haver mais do que duas forças políticas a disputar a corrida eleitoral.
Quando faltam pouco mais de quatro meses para o acto eleitoral, o único candidato conhecido é o que vai encabeçar a lista do PS. Trata-se de José Alberto Mota, actual presidente da Assembleia de Freguesia, que nas últimas eleições liderou uma lista com as cores do CDS-PP e que conseguiu dividir os mandatos naquela freguesia (3 para o PSD,  2 para o PS e 2 para o CDS-PP).
Do lado do PSD, desconhece-se se António Fernandes, que está actualmente à frente dos destinos da freguesia, vai concorrer novamente. O que, a acontecer, poderá estragar os planos de Anésio Barbosa, que presidiu à Junta de Freguesia até 2013, altura em que foi impedido de concorrer por ter atingido o limite de mandatos. Agora já pode voltar e já fez saber que vai concorrer à presidência da autarquia. Resta saber se com as cores do PSD como no passado ou se opta, antes, por uma lista independente, algo que já anunciou estar igualmente nos seus planos.


terça-feira, 9 de maio de 2017

VENÂNCIO FERNANDES: “O meu projecto vai mais além destas eleições”

VENANCIO

Venâncio Fernandes é o candidato do PSD à Câmara de Paredes de Coura. O empresário diz que ainda não tem equipa formada, mas está no terreno e conta com os históricos do partido para o ajudarem nesta caminhada que termina no dia 1 de Outubro. Ou que continuará mais além…

Depois de ter integrado o grupo municipal do PSD na Assembleia Municipal de Paredes de Coura, no mandato 2005/2009, eis que Venâncio Fernandes, empresário ligado ao sector imobiliário, aparece novamente nas hostes social-democratas, desta feita como o candidato indigitado para concorrer à presidência da autarquia courense. “Não posso considerar como um regresso ao PSD”, esclarece Venâncio Fernandes, explicando que nunca foi militante daquele partido, apenas simpatizante. “Da minha parte não houve uma saída. O Décio convidou-me para a Assembleia Municipal em 2005, eu não estava lá para defender os interesses do partido mas sim os interesses do concelho, depois em 2009 entendi que não devia continuar”, explica.

Apesar de tudo, a sua escolha para liderar a lista laranja surgiu com surpresa. Para mais quando Venâncio Fernandes tinha optado, entretanto, por um outro caminho partidário, ao lado do Partido Democrático Republicano, de Marinho Pinto, onde tem feito militância activa. Agora, suspendeu a sua filiação no PDR para poder liderar o projecto social-democrata em Paredes de Coura, explicando, contudo, que se não tivesse surgido o convite para encabeçar a lista do PSD, muito possivelmente iria aparecer noutra lista candidata, suportada pelo PDR.

Um convite que, esclarece, “surgiu da estrutura do PSD em Paredes de Coura”, acrescentando que se trata dum processo que já tem algum tempo. “Tanto quanto sei, a aprovação foi feita por unanimidade”, refere Venâncio Fernandes, contrariando as versões que davam conta de divisões no seio do partido, e comentando logo a seguir que, no entanto, para ele, é irrelevante que assim tenha sido.

“Acho que o PSD courense, ao tomar esta decisão (de convidar um não militante), teve uma atitude de valor, de despreendimento do lugar, o que não é muito comum”, refere o agora candidato social-democrata, desvalorizando os rumores que davam como difícil o surgimento de um candidato dentro do partido. “Haveria sempre alguém no PSD disponível para este lugar”, acrescenta.

“Estar fora pode ser vantajoso”

Também não se livra das críticas dos que dizem que, por residir fora do concelho, não estará tão bem preparado para a corrida eleitoral. Sem referir o caso de José Augusto Caldas, que em 2009 também liderou a lista social-democrata sem residir em Paredes de Coura, Venâncio Fernandes lembra que é natural do concelho, que aqui viveu durante muito tempo e que aqui trabalhou e que continua a acompanhar a realidade courense. “Tenho toda a legitimidade para ser candidato”, acrescenta, recordando que a sua vida profissional continua a passarter ligações a por Paredes de Coura. E, além disso, complementa, “estar fora pode ser vantajoso. Vemos as coisas de forma diferente”.

Para já ainda não tem equipa definida. Mas está no terreno e quer avançar a toda a força, de modo a ter as listas prontas antes do final de Junho, prazo que estipulou a si mesmo como o necessário para trabalhar em condições. Mas, apesar de não ter nomes definidos, tem uma ideia: mobilizar todos os candidatos do PSD que estiveram nas últimas eleições autárquicas, tanto os que venceram como os que saíram derrotados. “Não sei se vão aceitar ou não”, refere, e, querendo ignorar as recentes queixas de alguns presidentes de junta social-democratas, diz mesmo que “a mim ainda não nenhum disse que não”.

Perspectivam-se por isso, dois meses de muito trabalho, o que não diminui o entusiasmo do candidato. “Nas causas em que me meto sei que é sempre necessário trabalho”, diz Venâncio Fernandes, considerando que “quem está no poder tem sempre mais facilidade”. É certo que vai trabalhar em conjunto com a concelhia, na captação de candidatos e na campanha, mas acrescenta que conta “com todos os elementos da família PSD”, inclusivamente com aqueles que, nos últimos tempos, têm tecido algumas críticas ao modo de funcionamento do partido.

“Não sei se vou unificar o PSD, vamos ver. Neste momento a minha preocupação é a candidatura, face à exigência temporal”, refere o candidato social-democrata. Mas, adianta, “o meu projecto vai mais além destas eleições”. Explicando que “vamos ter que seguir um caminho novo”, Venâncio Fernandes adianta, ainda, que quer “valorizar os militantes e as pessoas que têm dado a cara pelo PSD”.

Mudar mentalidades

Não querendo avançar, para já, com ideias concretas sobre o seu projecto para o concelho, até porque defende que este terá de ter a intervenção e a contribuição dos que o acompanharem na corrida eleitoral, não hesita em apontar a falta de gente como o principal problema do concelho e, nesse sentido, a sua principal preocupação. “Mas não é um problema fácil de resolver”, esclarece, referindo que terá de ser a base de qualquer projecto de desenvolvimento. Além disso, acrescenta, “temos também um problema de mentalidades, que é preciso mudar”. “As pessoas têm de estar mais abertas à realidade e por isso vamos tentar que as pessoas olhem para as coisas de forma diferente”, sublinha o candidato social-democrata.

Sobre o actual executivo camarário, nomeadamente sobre o desempenho do seu adversário socialista, Venâncio Fernandes considera que se trata de “continuidade com alguma inovação”. “Não podemos esquecer que o actual presidente é um defensor acérrimo das políticas anteriores”, conclui o cabeça de lista do PSD.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Autárquicas 2017–PSD candidata Venâncio Fernandes

venancio fernandes

Já é conhecido o nome do candidato do PSD à Câmara de Paredes de Coura nas próximas eleições autárquicas. A escolha dos social democratas recaiu sobre Venâncio Fernandes, um nome que já fez parte das listas autárquicas daquele partido, mas que nos últimos anos se associou ao PDR - Partido Democrático Republicano, de Marinho Pinto.

O nome do candidato à Câmara courense foi aprovado ontem pela Comissão Política Distrital do PSD, colocando um ponto final na incerteza em torno do nome que aquele partido iria apresentar à corrida eleitoral. Ao que apuramos, o processo de indicação do candidato ficou nas mãos de Vítor Domingues, presidente da concelhia courense, e de José Augusto Caldas, depois de não ter sido encontrado um nome dentro dos organismos do partido a nível local, após alguns elementos do partido terem anunciado publicamente que não estariam disponíveis.

Venâncio Fernandes, empresário, integrou em diferentes mandatos a lista de eleitos do PSD courense na Assembleia Municipal, sendo, contudo, muitas vezes, uma voz dissonante dentro daquele grupo. Acabaria por sair em 2009, em virtude de não ter feito parte das listas que concorriam às eleições autárquicas daquele ano. Na sua última intervenção naquele órgão, alertou para “um fenómeno na sociedade, no concelho de Coura, que é o receio de dizer não, de dizer não estou de acordo”.

Acabaria, depois, por se afastar do PSD e enveredar por outros caminhos. Em 2009 chegou mesmo a equacionar avançar com uma candidatura independente, que acabaria por não concretizar e, anos mais tarde, juntar-se-ia ao PDR. Foi, contudo, sempre um espectador atento e crítico da realidade política e social do concelho.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

PS: Cláudia Pires de Lima é candidata à junta da vila e Resende

A informação é do Notícias de Coura, que avança em primeira mão, o nome de Cláudia Pires de Lima como candidata a presidente da União de Freguesias de Paredes de Coura e Resende. abaixo o texto da notícia, que pode ser lida na edição do jornal que hoje saiu para as bancas.

Cláudia Pires de Lima candidata à presidência da Junta

É em primeira mão que o Notícias de Coura divulga a candidata à União das Freguesias de Paredes de Coura e Resende. Cláudia Pires de Lima encabeça a lista do Partido Socialista. A Concelhia do PS dirigiu-lhe o convite tendo em conta o empenho e a revelação nas autárquicas de 2013, nas quais ocupou o 4.º lugar da lista do Vítor Paulo Pereira, confidenciou ao NC fonte ligada à estrutura socialista.

Para surpresa de muitos, a Psicóloga Clínica não hesitou em abraçar este desafio, vendo nele “a possibilidade de fazer mais pela sua terra”. Diz sentir “orgulho por ter a possibilidade de se candidatar a um cargo que lhe permitirá”, “além de estar mais próxima das pessoas, fazer por elas também”.

Nascida e criada na Vila, nos seus primeiros anos viveu em Resende. Os seus pais fizeram então essa escolha e são agradáveis as recordações mantidas, rememora a candidata, antiga colunista do NC na área da Psicologia. Depois mudaram-se para a Vila até ter terminado o 1.º ciclo de estudos. Durante a sua adolescência morou em Caminha, mas confessa que, “durante a semana, muitos eram os dias que vínhamos jantar a Paredes de Coura”. Mesmo depois aos 18 anos, quando foi para o Porto estudar, o fim-de-semana era importante “para visitar a família mas também para sentir a terra, respirar o ar puro”. Diz que se sentia revitalizada. Foi o concretizar de um sonho quando, ao fim de alguns anos, conseguiram regressar a Paredes de Coura, admite ao NC.

Texto de: Manuel Tinoco

sexta-feira, 17 de março de 2017

Ligação à A3: um primeiro vislumbre do traçado

estrada 1

Não será, ainda, o traçado definitivo, mas são imagens apresentadas hoje na cerimónia de assinatura do acordo de gestão entre a Infraestruturas de Portugal e a Câmara de Paredes de Coura, com vista à ligação entre a A3 e o parque empresarial de Formariz. E que já dão uma ideia do que pretende ser ser feito, com alguns troços da EN303 a serem aproveitados, mas também com uma grande parte de nova via, evitando alguns dos principais pontos de afunilamento do actual traçado. E, conforme foi apresentado, com duas rotundas (uma em Sapardos, logo após a saída da A3, a outra em S. Bento da Porta Aberta, possibilitando a ligação quer a Valença, quer a Ponte de Lima, pela EN201) e três entroncamentos com a EN303, em Linhares, Ferreira e Formariz, onde termina a intervenção. (Clicar nas imagens para aumentar)

estrada 2

quarta-feira, 15 de março de 2017

EMENTAS VEGETARIANAS: Paredes de Coura à frente da nova Lei

veget

A Assembleia da República aprovou, há duas semanas, a introdução obrigatória de um prato vegetariano nas cantinas públicas. Em Paredes de Coura a notícia foi bem-recebida, até porque há muito que o município vinha a trabalhar este assunto junto da comunidade.

Na cantina da Escola Básica de Paredes de Coura já ninguém estranha quando o prato do dia é vegetariano. Há muito que a ementa contempla, de duas em duas semanas, pratos onde não consta qualquer produto de origem animal. Agora, com a aprovação na Assembleia da República da Lei que vai obrigar todas as cantinas públicas a incluir um prato vegetariano nas suas ementas, o que já era normal vai passar a ser mais habitual. Com a entrada em vigor da nova lei, proposta pelo PAN – Pessoas, Animais, Natureza, a escola vai passar a ter uma alternativa vegetariana diária, mediante inscrição prévia.

“A Lei é muito válida”, começa por referir Maria José Moreira, vereadora com o pelouro da Educação, a propósito desta nova obrigatoriedade, salientando o facto de Paredes de Coura estar na primeira linha dos municípios a este nível. É que, além do prato vegetariano na cantina da Escola Básica, também na Escola Básica e Secundária já tinha sido igualmente introduzido um dia em que os produtos de origem animal não entram na ementa. Além disso, mesmo nas instituições não públicas existiam já progressos a este nível. No OUSAM, por exemplo, há um prato vegetariano uma vez por semana e na EPRAMI, existe desde há alguns meses, diariamente, uma alternativa vegetariana.

“Os alunos devem habituar-se a esta diversidade”, explica Maria José Moreira, também ela vegetariana, acrescentando que “deverão ter a noção que o vegetarianismo é uma opção a considerar em termos de política ambiental, em termos de saúde e em termos de respeito por todas as formas de vida”. Mas a vereadora fala também numa “política do município de abertura a diferentes opções alimentares”.

Uma política que passa por proporcionar informação e reflexão sobre a importâncias das escolhas alimentares. Exemplo disso é o Congresso Internacional Vegetariano, que terá este ano a sua terceira edição e onde se debate a alimentação vegetariana, mas também o desenvolvimento sustentável. Ou ainda o “Green Weekend”, com workshops de cozinha vegetariana, bem como outros dedicados especificamente às crianças, realizados nas escolas, “para que a opção vegetariana seja respeitada pelos alunos e seja entendida como uma opção válida”, acrescenta Maria José Moreira.

“Há toda uma política do município que converge no sentido de promover a generosidade: com eles próprios, com o ambiente e com animais”, refere ainda a responsável pelo pelouro da Educação. O “Projecto Terra” é um dos exemplos desta política, dinamizando uma série de actividades que promovem a alimentação vegetariana, a agricultura biológica e a promoção dos produtos da terra. Os alunos têm uma horta biológica no Museu Regional de Paredes de Coura, bem como um jardim de ervas e flores comestíveis e um pomar com árvores e arbustos de frutos. Numa outra vertente desenvolvem também o projecto da bolota, em que, entre outras actividades, já produziram pão com farinha de bolota.

O trabalho do município não se cinge, contudo ao público em idade escolar, mas abrange toda a comunidade courense. E começa a dar frutos. Maria José Moreira fala, por exemplo, das alheiras vegetarianas que já são produzidas em Paredes de Coura, pelos Enchidos Agramonte, de Cossourado e requisitadas em vários pontos do país. Ou da Quinta das Águias, em Rubiães, considerada um santuário animal, onde estão a ser feitas experiências para comercializar um queijo sem proveniência animal. Também a autarquia courense dá o exemplo e, recorde-se, os últimos jantares de Natal do município incluíram uma alternativa vegetariana, o mesmo acontecendo em várias outras iniciativas promovidas pela Câmara de Paredes de Coura.

segunda-feira, 6 de março de 2017

TAMBÉM LÁ ESTÃO COURENSES: Cemitério francês candidato a património mundial

O cemitério de Richebourg é um dos que integra a lista de sítios candidatos a património mundial. Trata-se dum cemitério militar em terras de França, mas exclusivamente português, onde inclusivamente repousam alguns courenses.

Localizado em Pas de Calais, no Norte de França, o cemitério militar de Richebourg L’Avoué é conhecido como o “cemitério português”. Isto porque aloja, exclusivamente, as campas de 1831 soldados portugueses que perderam a vida durante a I Guerra Mundial, nomeadamente entre 1917 e 1918, altura em que o nosso país participou activamente no conflito. Agora, no âmbito de uma candidatura conjunta da França e da Bélgica, aquele cemitério integra uma lista com mais de cem locais funerários e memoriais que foi apresentada à UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, com vista à sua classificação como património mundial. A Sandra Barros já dava conta da notícia neste post no início de Fevereiro. Agora apenas um complemento.

A candidatura, cujo resultado só deverá ser conhecido no próximo ano, foi apresentada no início deste mês e integra 96 locais em território francês e ainda 27 outros localizados na Bélgica. Em comum, o facto de todos fazerem parte da chamada “Frente Ocidental” da I Guerra Mundial e de, em conjunto, corresponderem àquilo que os promotores da candidatura apelidam de “uma nova memória funerária”, reunindo elementos que “são representativos da enorme diversidade de nações e de povos que estiveram envolvidos no conflito mundial”.

É o caso dos portugueses, 1831 soldados, cujas sepulturas ali se encontram. Não é o único local onde se encontram corpos de soldados portugueses – destaca-se, por exemplo, o talhão português do cemitério de Boulogne onde existem 44 campas – mas é aquele onde se reúne o maior número. Ali foram reunidos corpos que se encontravam noutros cemitérios de França, Bélgica e até da Alemanha, em virtude de terem sido capturados pelos alemães e falecido em campos de prisioneiros. A maioria, contudo, terá resultado da Batalha de La Lys, ocorrida a 9 de Abril de 1918.

Cinco courenses em Richebourg

Em Richebourg encontram-se também os corpos de, pelo menos, cinco soldados oriundos de Paredes de Coura. Entre os 1831 soldados ali sepultados existem ainda 238 que nunca foram identificados. Aqueles que é conhecida a identidade, é possível consultar algumas informações, numa página web criada como memorial e homenagem aos soldados lusos que participaram e perderam a vida naquele conflito e que pode ser consultada em http://www.memorialvirtual.defesa.pt.

Aliás,este blogue já em Janeiro de 2015, dava conta desta página web e da existência de courenses em Richebourg. Na altura, falou-se no caso de Gaspar da Cunha, natural de Pecene, Cossourado e falecido em 7 de Agosto de 1918, cujos descendentes tinham descoberto, com a ajuda da referida página web, a localização do corpo do seu ente querido e, quase 97 anos volvidos da sua morte, puderam prestar-lhe a sua homenagem.

Uma pesquisa simples no referido memorial mostra-nos, contudo, a existência de mais quatro courenses que combateram em França, sepultados no “cemitério português” de Richebourg. Desde logo três companheiros de armas de Gaspar da Cunha, que serviram na 4ª Brigada de Infantaria. É o caso de António de Sousa, natural da freguesia de Cunha, falecido em 28 de Agosto de 1918. E também de António Pereira, de Rubiães, falecido no dia da Batalha de La Lys. E ainda de Albano José de Castro, de Formariz, que morreu a 5 de Novembro de 1918. A eles junta-se Amadeu José de Lima, natural de Padornelo, que faleceu a 7 de Novembro de 1918, vítima de broncopneumonia e que fazia parte do Regimento de Artilharia nº 5.

No Memorial aos Mortos da Grande Guerra encontramos ainda outros três courenses que perderam a vida naquele conflito, mas noutra frente de batalha, nomeadamente em Moçambique, para onde foram enviados cerca de 30 mil homens. É o caso de José Ribeiro, de Infesta, que perdeu a vida a 1 de Dezembro de 1917, devido a paludismo, e está sepultado em Nangadi. No cemitério de Mocimboa da Praia estão sepultados mais dois soldados courenses: Casimiro de Amorim, oriundo de Castanheira, vitimado pelo paludismo a 9 de Dezembro de 1917, e Abílio Rola, natural de Cunha, que a doença levou a 19 de Junho do mesmo ano.

sexta-feira, 3 de março de 2017

AM: Oposição elogia ligação à A3

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Numa reunião onde se perdeu mais tempo a discutir pormenores do regimento do que a debater os problemas do concelho, os elogios da oposição à Câmara por causa da ligação à A3 acabaram por marcar pela diferença. Mesmo assim, com algumas reservas face a todas as promessas anteriores.

A ordem de trabalhos era curta e pouco susceptível de criar polémica. Mas a polémica surgiu ainda antes de se iniciarem os trabalhos propriamente ditos, na última sessão da Assembleia Municipal (AM) de Paredes de Coura. Tudo porque José Augusto Pacheco, presidente daquele órgão autárquico, trouxe à baila um pedido de esclarecimento de José Augusto Caldas, recebido dias antes da reunião… de Dezembro.

Em Dezembro, recorde-se, a oposição marcou pela quantidade de baixas, desde as duas vereadoras social-democratas, até alguns elementos da bancada do PSD, entre os quais o próprio José Augusto Caldas, líder do grupo municipal daquele partido que, após a reunião, criticou publicamente a convocatória da mesma para a data em questão. E que, soube-se agora, dias antes enviou ao presidente da mesa um conjunto de perguntas sobre os assuntos em discussão na reunião a que iria faltar. As respostas chegaram agora, na reunião de Fevereiro. Ou melhor, não chegaram as respostas, chegou o esclarecimento de José Augusto Pacheco que considera não lhe competir a ele responder às questões levantadas, mas sim ao presidente da Câmara. “Mesmo que [José Augusto Caldas] não pudesse estar presente, pedia a outro elemento da bancada para solicitar os esclarecimentos”, atirou ainda o presidente da AM.

Estava dado o mote para largos minutos de discussão entre José Augusto Pacheco e José Augusto Caldas, com o primeiro a dizer que o pedido do líder do grupo municipal do PSD não tem fundamentação, e este último a lamentar que o presidente da AM “tenha usado o tipo de argumentação que usou”. “Tenho pena que as reuniões da Assembleia Municipal não sejam difundidas no YouTube para a população ver o que aqui se passa”, criticou José Augusto Caldas.

Na resposta, o presidente da AM explicou a José Augusto Caldas que “não se trata de uma questão de pena, mas de domínio político”, ao que o líder do PSD retorquiu, explicando que ao contrário do que sugeria Pacheco, o “regimento diz que os membros da assembleia não podem dirigir questões ao presidente da Câmara, mas sim ao presidente da mesa e compete a este pedir à Câmara os esclarecimentos solicitados”.

Nova estrada: “é a terceira vez que prometem”

O anúncio da ligação à A3 acabaria por sobrepor-se a polémicas sobre o regimento, com José Augusto Caldas a congratular-se com a nova ligação. “Os courenses e os empresários merecem. Só peca por tardio”, referiu o líder do grupo municipal do PSD, explicando que se trata de uma vitória de Vítor Paulo Pereira (VPP), “mas é o culminar de pressões do PS, PSD, CDU e CDS, concelhias e distritais”. “Tivemos a solidariedade do distrito nesta justa reivindicação”, acrescentou o social-democrata.

Os agradecimentos de José Augusto Caldas estenderam-se ainda a Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação. “Tem conseguido desbloquear um conjunto de obras para Paredes de Coura, obras que estiveram encalhadas em anteriores governos”, justificou, dando como exemplos, além da ligação entre Formariz e Sapardos, a abertura da Unidade de Cuidados Continuados e as obras de requalificação da Escola Básica e Secundária.

Apesar disso, o social-democrata não deixou de lembrar que “é a terceira vez em período eleitoral que governos PS anunciam a ligação à A3”. “Já estamos habituados a que venham membros do Governo anunciar”, acrescentou, fazendo votos de que a obra seja iniciada a breve prazo e de que a autarquia courense “estude formas de melhorar a ligação da vila ao nó da nova via para que mais courenses beneficiem da ligação”.

“Podem ter a certeza que Paredes de Coura vai ser dos primeiros a apresentar o projecto, com todos os pareceres”, garantiu, na resposta, o presidente do município, anunciando a participação da autarquia numa reunião em Lisboa, dentro de dias, como exemplo da “velocidade institucional” que tem caracterizado o trabalho da Câmara. “É a única forma de conseguir as coisas”, refere VPP.

Lembrando, uma vez mais, que o anúncio não é ainda a estrada, o autarca explicou que “é uma porta que se abriu, que é diferente das anteriores”, por se tratar de um programa nacional onde estão câmaras de vários partidos, como já tinha explicado na última edição do Notícias de Coura. “É diferente, estamos na “pole position””, acrescentou VPP, que agradeceu as palavras de congratulação de José Augusto Caldas, mas reforçou que “não me importa que não me atribuam mérito, importa é que as coisas aconteçam”. “As pessoas que trabalham não precisam de brilhar”, concluiu o autarca.

Iluminação pública mantém horário

Também a iluminação pública mereceu a atenção de José Augusto Caldas na última sessão da Assembleia Municipal. O líder do grupo do PSD questionou a autarquia sobre a introdução de “leds” na iluminação pública e trouxe à discussão um assunto que já por diversas vezes por ali passou: o regresso da luz pública durante toda a noite, em todo o concelho.

Na resposta, Vítor Paulo Pereira admitiu que voltar a acender a iluminação pública durante toda a noite “era muito bom em termos eleitorais”, avisando, contudo, que não governa o município a pensar nas eleições. “Prefiro ajudar quem mais precisa”, explicou, fazendo alusão à utilização do dinheiro que esta medida conseguiu poupar aos cofres do município. Apesar disso, adiantou que “quando houver condições”, o regresso da iluminação durante toda a noite poderá ser uma possibilidade. “Neste momento não o conseguimos fazer”, adiantou.

A Assembleia Municipal ficou também marcada pela intervenção do público, um momento raro nestas reuniões. José António Pedreira usou da palavra para agradecer e elogiar o trabalho dos bombeiros e do povo no combate aos incêndios do ano passado. Aproveitou ainda para recomendar à protecção civil municipal que “comece a trabalhar agora” na prevenção dos fogos florestais ao invés de “andar depois a distribuir água e leite aos bombeiros”.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Vem a aí a tão prometida ligação à A3

a3 - nó paredes de coura

Muitos anos e promessas depois, parece que finalmente a ligação à A3 vai mesmo avançar. O projecto prevê a ligação entre o Nó de Sapardos e a Zona Industrial de Formariz, numa extensão de 6,5 quilómetros e representando um investimento de 5,4 milhões de euros. Uma vitória de Vítor Paulo Pereira que, com muita negociação e envolvendo as grandes empresas do concelho, conseguiu concretizar uma promessa com quase vinte anos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Candidatura à UNESCO

Audrey Azoulay, ministra da Cultura Francesa anunciou a candidatura para a inclusão na lista de Património Cultural da UNESCO os “locais funerários e memoriais da I Guerra Mundial”.
O Cemitério de Richebourg aparece em 7º lugar assim como a Capela de Nossa Senhora de Fátima que se encontra mesmo em frente ao cemitério.
 Este cemitério fica no norte de França e é um cemitério militar exclusivamente português.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Vitor Paulo Pereira: “Até eu estou admirado com a quantidade de obras que fizemos!”

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Pensar fora do quadrado. Era este o mote da campanha de Vítor Paulo Pereira na corrida à presidência da Câmara de Paredes de Coura, em 2013. Agora, mais de três anos volvidos e com novas autárquicas no horizonte, o espírito continua o mesmo. Ainda sem a recandidatura oficialmente assumida, mas com projectos que vão muito para além deste mandato, o presidente do município courense esteve à conversa com o Notícias de Coura e fez um balanço da experiência política que abraçou em nome de Paredes de Coura.

Quando tomou posse como presidente da Câmara de Paredes de Coura, em 2013, trouxe com ele uma equipa renovada e muitas ideias, que prometiam um futuro melhor para o concelho. “Não faz sentido fazer promessas vagas, as pessoas estão cansadas de tanta promessa”, explica o autarca courense, que entende que “é melhor fazer um programa sensato em que se vai ter ideias gerais de desenvolvimento”. E no final, esclarece, o balanço é claramente positivo: “há muitas coisas que não prometemos e acabamos por fazer”.

Com efeito, obras não faltaram ao longo do mandato. O presidente do município não esconde o orgulho pelo trabalho feito, da Caixa de Brinquedos à central de camionagem, cuja recuperação tem já candidatura assinada. Mas com destaque para a requalificação da Escola Básica e Secundária. “Uma grande vitória, pois chegou a estar fora da lista de escolas a intervir”, realça Vítor Paulo Pereira (VPP).

Apesar disso, o autarca não ignora as críticas de que foi alvo no início de mandato, em que se dizia que só se faziam obras da vila e que nas freguesias não se fazia nada. “A dicotomia aldeia/vila não faz sentido e é injusta. A vila é de todos”, justifica VPP, explicando que “fizemos uma série de obras na vila porque tínhamos fundos comunitários para executar e seria insensato perder esse dinheiro”.

“Até eu estou admirado com a quantidade de obras que fizemos”, desaba o autarca, ciente de que isso é resultado de muita pressão política… mas não só. “É fazer projectos, é trabalhar. As pessoas não imaginam a quantidade de candidaturas que fizemos”, refere, explicando que quando se fala em pressão política “não é pressão política bacoca, é uma pressão de convencer quem decide, de forma racional e com argumentos válidos”.

Um trabalho que implica muitas viagens a Lisboa e ao Porto, aos centros decisores do poder central e que beneficia muito do espaço mediático que Paredes de Coura conquistou nos últimos três anos. “Há uma nova centralidade”, diz, referindo que Paredes de Coura ocupa um espaço mediático que depois faz com que as próprias instituições olhem para Paredes de Coura com outro olhar. “Já não são os coitadinhos que estão a reivindicar, são pessoas que têm um plano e que, com menos meios, conseguem um retorno que alguns mais fortes não conseguem”, acrescenta o autarca.

Coragem na política

Mas a gestão da autarquia passa também por correr riscos. “As pessoas têm pouca coragem na política. Têm de ter coragem, perder o equilíbrio e fazer aquilo que não costuma ser feito. As pessoas gostam disso, gostam do risco. E não há outra forma de ir mais além sem assumir esses riscos”, diz o presidente da Câmara, assumindo, contudo, que se trata de “um risco planeado” e que obriga a uma mudança de paradigma. “O mundo mudou tanto que até os presidentes de câmara mais conservadores percebem que têm de ser modernos”. Mas, alerta, “uma coisa é ser moderno porque acreditas que é uma forma de desenvolvimento alternativo, fazê-lo de forma genuína e consciente. Outra coisa é tentares ser moderno por estar na moda.”

E os resultados da postura de mudança estão à vista, com a exposição mediática do concelho e retorno no município e nos munícipes. “Se fazes o que não é costume ser feito e o fazes bem, acabas por ter retorno mediático e isso acaba por trazer à comunidade auto-estima e orgulho”, diz VPP que, contudo, destaca que isso não é suficiente, é preciso ter em conta as pessoas.

“Não há nenhum projecto de desenvolvimento em que as pessoas não estejam presentes. O projecto tem de ser comum e para isso é preciso ser contagiante, que as pessoas sintam que as coisas estão a mudar para melhor”, refere o autarca, explicando que, no caso de Paredes de Coura, “todo este envolvimento existe, mas não é um envolvimento mediático frágil, porque vem da mudança da realidade, tem sustentabilidade.”

Caminhos alternativos que, garante, “trazem uma nova forma de desenvolvimento e afirmação do território”. “Foi o que aconteceu em relação às exportações”, diz o presidente, explicando que “isso não se deve somente à Câmara, deve-se aos empresários, mas a Câmara trabalha muito para que os empresários só tenham de pensar no trabalho deles”.

E a nova afirmação do território ajudou também na reabertura do tribunal, esclarece VPP, não escondendo que o anúncio do encerramento foi um dos piores momentos desde que está na Câmara. “Foi injusto, foi uma machadada, um momento de tristeza”, admite, acrescentando que na altura não se colocou apenas a questão do tribunal. “Faziam bullying institucional connosco, com o tribunal, as finanças…”, queixa-se. Uma situação que se inverteu agora, com a reabertura daquele serviço, “o reverso da medalha”. “A única diferença de então para agora é que naquela altura era o tempo do “corta, corta” e hoje o nosso primeiro-ministro entende que as autarquias são parceiros de desenvolvimento”, comenta Vítor Paulo Pereira.

É difícil fazer oposição

Um trabalho para continuar? Numa altura em faltam nove meses para as próximas eleições, VPP não quer ainda admitir a recandidatura. “Não é nenhum tabu, só não é ainda o momento”, explica. Sem novidade, portanto, até porque o próprio Partido Socialista deu indicações, a nível nacional, para que os actuais autarcas sejam reconduzidos.

Ao longo da entrevista, o autarca courense foi dizendo, por diversas ocasiões, que quatro anos não são suficientes para muitos dos projectos. Para a requalificação da rede viária das freguesias, por exemplo. “Acudimos a muitas das situações dramáticas, mas em quatro anos não é possível fazer tudo. Ao fim de oito anos as pessoas já poderão ser mais exigentes”, adianta o edil, acrescentando que “muito do trabalho que estamos a fazer hoje só se vai ver no futuro”.

Já sobre a oposição a nível concelhio, VPP prefere não se alongar. Numa altura em que são públicas algumas polémicas ao nível do PSD courense, por exemplo, a postura do autarca courense passa por relativizar essas situações. “Estou convicto de que o PSD vai apresentar um bom candidato às próximas eleições, como tem feito até agora”, refere o autarca.

Apesar disso, sempre vai dizendo que estar na oposição é difícil. “É ainda mais difícil quando tens um executivo que trabalha muito e faz as coisas bem. Há alternativa a quem trabalha muito e a quem faz bem?”, questiona VPP. “Se trabalhas muito e fazes bem é mais difícil a oposição medrar”, acrescenta ainda o presidente da Câmara, explicando que “neste contexto é normal que surjam cisões dentro da oposição. Acontece no PSD de Paredes de Coura como noutros lados.”

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Amândio desfaz em Janeiro dúvidas criadas em Abril

decio matraquilhos

Em declarações no Facebook, replicadas pela Rádio Vale do Minho, Amândio Pinto, presidente da união de freguesias de Cossourado e Linhares diz que não será candidato a presidente da Câmara de Paredes de Coura pelo PSD e coloca, aparentemente, um ponto final nas especulações, garantindo que foi convidado para o lugar e que declinou tal oferta.

“Depois de Outubro ficarei apenas com responsabilidades na freguesia de Linhares”, acrescentou o autarca, dizendo, contudo, que não será candidato a nenhum dos cargos que vão a eleições em 2017. Ou seja, nem sequer candidato à união de freguesias voltará a ser. Confessando-se desiludido com a política, Amândio Pinto diz que reserva para si o direito de apoiar qualquer candidato que apareça. “Nunca me segui por cores ou radicalismos”, esclarece.

Resta saber o que mudou. O que mudou de Abril para cá. É que em Abril, em declarações ao Notícias de Coura, Amândio Pinto deixava em aberto seu futuro político. Que não passaria por Linhares, era certo, mas que poderia passar por outra freguesia ou mesmo pela própria Câmara de Paredes de Coura.

O final do ano, contudo, parece ter trazido outro discurso àquele que foi apontado como sendo o “delfim” de Décio Guerreiro no PSD. “Ser candidato politico é sempre sinal de reconhecimento e enaltece o ego. Ser a uma Câmara Municipal é marco na vida. Mas não sinto possuir a força necessária para enfrentar esta luta, não me sinto líder desta batalha”, explica Amândio Pinto, no Facebook.