quinta-feira, 27 de abril de 2017

Autárquicas 2017–PSD candidata Venâncio Fernandes

venancio fernandes

Já é conhecido o nome do candidato do PSD à Câmara de Paredes de Coura nas próximas eleições autárquicas. A escolha dos social democratas recaiu sobre Venâncio Fernandes, um nome que já fez parte das listas autárquicas daquele partido, mas que nos últimos anos se associou ao PDR - Partido Democrático Republicano, de Marinho Pinto.

O nome do candidato à Câmara courense foi aprovado ontem pela Comissão Política Distrital do PSD, colocando um ponto final na incerteza em torno do nome que aquele partido iria apresentar à corrida eleitoral. Ao que apuramos, o processo de indicação do candidato ficou nas mãos de Vítor Domingues, presidente da concelhia courense, e de José Augusto Caldas, depois de não ter sido encontrado um nome dentro dos organismos do partido a nível local, após alguns elementos do partido terem anunciado publicamente que não estariam disponíveis.

Venâncio Fernandes, empresário, integrou em diferentes mandatos a lista de eleitos do PSD courense na Assembleia Municipal, sendo, contudo, muitas vezes, uma voz dissonante dentro daquele grupo. Acabaria por sair em 2009, em virtude de não ter feito parte das listas que concorriam às eleições autárquicas daquele ano. Na sua última intervenção naquele órgão, alertou para “um fenómeno na sociedade, no concelho de Coura, que é o receio de dizer não, de dizer não estou de acordo”.

Acabaria, depois, por se afastar do PSD e enveredar por outros caminhos. Em 2009 chegou mesmo a equacionar avançar com uma candidatura independente, que acabaria por não concretizar e, anos mais tarde, juntar-se-ia ao PDR. Foi, contudo, sempre um espectador atento e crítico da realidade política e social do concelho.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

PS: Cláudia Pires de Lima é candidata à junta da vila e Resende

A informação é do Notícias de Coura, que avança em primeira mão, o nome de Cláudia Pires de Lima como candidata a presidente da União de Freguesias de Paredes de Coura e Resende. abaixo o texto da notícia, que pode ser lida na edição do jornal que hoje saiu para as bancas.

Cláudia Pires de Lima candidata à presidência da Junta

É em primeira mão que o Notícias de Coura divulga a candidata à União das Freguesias de Paredes de Coura e Resende. Cláudia Pires de Lima encabeça a lista do Partido Socialista. A Concelhia do PS dirigiu-lhe o convite tendo em conta o empenho e a revelação nas autárquicas de 2013, nas quais ocupou o 4.º lugar da lista do Vítor Paulo Pereira, confidenciou ao NC fonte ligada à estrutura socialista.

Para surpresa de muitos, a Psicóloga Clínica não hesitou em abraçar este desafio, vendo nele “a possibilidade de fazer mais pela sua terra”. Diz sentir “orgulho por ter a possibilidade de se candidatar a um cargo que lhe permitirá”, “além de estar mais próxima das pessoas, fazer por elas também”.

Nascida e criada na Vila, nos seus primeiros anos viveu em Resende. Os seus pais fizeram então essa escolha e são agradáveis as recordações mantidas, rememora a candidata, antiga colunista do NC na área da Psicologia. Depois mudaram-se para a Vila até ter terminado o 1.º ciclo de estudos. Durante a sua adolescência morou em Caminha, mas confessa que, “durante a semana, muitos eram os dias que vínhamos jantar a Paredes de Coura”. Mesmo depois aos 18 anos, quando foi para o Porto estudar, o fim-de-semana era importante “para visitar a família mas também para sentir a terra, respirar o ar puro”. Diz que se sentia revitalizada. Foi o concretizar de um sonho quando, ao fim de alguns anos, conseguiram regressar a Paredes de Coura, admite ao NC.

Texto de: Manuel Tinoco

sexta-feira, 17 de março de 2017

Ligação à A3: um primeiro vislumbre do traçado

estrada 1

Não será, ainda, o traçado definitivo, mas são imagens apresentadas hoje na cerimónia de assinatura do acordo de gestão entre a Infraestruturas de Portugal e a Câmara de Paredes de Coura, com vista à ligação entre a A3 e o parque empresarial de Formariz. E que já dão uma ideia do que pretende ser ser feito, com alguns troços da EN303 a serem aproveitados, mas também com uma grande parte de nova via, evitando alguns dos principais pontos de afunilamento do actual traçado. E, conforme foi apresentado, com duas rotundas (uma em Sapardos, logo após a saída da A3, a outra em S. Bento da Porta Aberta, possibilitando a ligação quer a Valença, quer a Ponte de Lima, pela EN201) e três entroncamentos com a EN303, em Linhares, Ferreira e Formariz, onde termina a intervenção. (Clicar nas imagens para aumentar)

estrada 2

quarta-feira, 15 de março de 2017

EMENTAS VEGETARIANAS: Paredes de Coura à frente da nova Lei

veget

A Assembleia da República aprovou, há duas semanas, a introdução obrigatória de um prato vegetariano nas cantinas públicas. Em Paredes de Coura a notícia foi bem-recebida, até porque há muito que o município vinha a trabalhar este assunto junto da comunidade.

Na cantina da Escola Básica de Paredes de Coura já ninguém estranha quando o prato do dia é vegetariano. Há muito que a ementa contempla, de duas em duas semanas, pratos onde não consta qualquer produto de origem animal. Agora, com a aprovação na Assembleia da República da Lei que vai obrigar todas as cantinas públicas a incluir um prato vegetariano nas suas ementas, o que já era normal vai passar a ser mais habitual. Com a entrada em vigor da nova lei, proposta pelo PAN – Pessoas, Animais, Natureza, a escola vai passar a ter uma alternativa vegetariana diária, mediante inscrição prévia.

“A Lei é muito válida”, começa por referir Maria José Moreira, vereadora com o pelouro da Educação, a propósito desta nova obrigatoriedade, salientando o facto de Paredes de Coura estar na primeira linha dos municípios a este nível. É que, além do prato vegetariano na cantina da Escola Básica, também na Escola Básica e Secundária já tinha sido igualmente introduzido um dia em que os produtos de origem animal não entram na ementa. Além disso, mesmo nas instituições não públicas existiam já progressos a este nível. No OUSAM, por exemplo, há um prato vegetariano uma vez por semana e na EPRAMI, existe desde há alguns meses, diariamente, uma alternativa vegetariana.

“Os alunos devem habituar-se a esta diversidade”, explica Maria José Moreira, também ela vegetariana, acrescentando que “deverão ter a noção que o vegetarianismo é uma opção a considerar em termos de política ambiental, em termos de saúde e em termos de respeito por todas as formas de vida”. Mas a vereadora fala também numa “política do município de abertura a diferentes opções alimentares”.

Uma política que passa por proporcionar informação e reflexão sobre a importâncias das escolhas alimentares. Exemplo disso é o Congresso Internacional Vegetariano, que terá este ano a sua terceira edição e onde se debate a alimentação vegetariana, mas também o desenvolvimento sustentável. Ou ainda o “Green Weekend”, com workshops de cozinha vegetariana, bem como outros dedicados especificamente às crianças, realizados nas escolas, “para que a opção vegetariana seja respeitada pelos alunos e seja entendida como uma opção válida”, acrescenta Maria José Moreira.

“Há toda uma política do município que converge no sentido de promover a generosidade: com eles próprios, com o ambiente e com animais”, refere ainda a responsável pelo pelouro da Educação. O “Projecto Terra” é um dos exemplos desta política, dinamizando uma série de actividades que promovem a alimentação vegetariana, a agricultura biológica e a promoção dos produtos da terra. Os alunos têm uma horta biológica no Museu Regional de Paredes de Coura, bem como um jardim de ervas e flores comestíveis e um pomar com árvores e arbustos de frutos. Numa outra vertente desenvolvem também o projecto da bolota, em que, entre outras actividades, já produziram pão com farinha de bolota.

O trabalho do município não se cinge, contudo ao público em idade escolar, mas abrange toda a comunidade courense. E começa a dar frutos. Maria José Moreira fala, por exemplo, das alheiras vegetarianas que já são produzidas em Paredes de Coura, pelos Enchidos Agramonte, de Cossourado e requisitadas em vários pontos do país. Ou da Quinta das Águias, em Rubiães, considerada um santuário animal, onde estão a ser feitas experiências para comercializar um queijo sem proveniência animal. Também a autarquia courense dá o exemplo e, recorde-se, os últimos jantares de Natal do município incluíram uma alternativa vegetariana, o mesmo acontecendo em várias outras iniciativas promovidas pela Câmara de Paredes de Coura.

segunda-feira, 6 de março de 2017

TAMBÉM LÁ ESTÃO COURENSES: Cemitério francês candidato a património mundial

O cemitério de Richebourg é um dos que integra a lista de sítios candidatos a património mundial. Trata-se dum cemitério militar em terras de França, mas exclusivamente português, onde inclusivamente repousam alguns courenses.

Localizado em Pas de Calais, no Norte de França, o cemitério militar de Richebourg L’Avoué é conhecido como o “cemitério português”. Isto porque aloja, exclusivamente, as campas de 1831 soldados portugueses que perderam a vida durante a I Guerra Mundial, nomeadamente entre 1917 e 1918, altura em que o nosso país participou activamente no conflito. Agora, no âmbito de uma candidatura conjunta da França e da Bélgica, aquele cemitério integra uma lista com mais de cem locais funerários e memoriais que foi apresentada à UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, com vista à sua classificação como património mundial. A Sandra Barros já dava conta da notícia neste post no início de Fevereiro. Agora apenas um complemento.

A candidatura, cujo resultado só deverá ser conhecido no próximo ano, foi apresentada no início deste mês e integra 96 locais em território francês e ainda 27 outros localizados na Bélgica. Em comum, o facto de todos fazerem parte da chamada “Frente Ocidental” da I Guerra Mundial e de, em conjunto, corresponderem àquilo que os promotores da candidatura apelidam de “uma nova memória funerária”, reunindo elementos que “são representativos da enorme diversidade de nações e de povos que estiveram envolvidos no conflito mundial”.

É o caso dos portugueses, 1831 soldados, cujas sepulturas ali se encontram. Não é o único local onde se encontram corpos de soldados portugueses – destaca-se, por exemplo, o talhão português do cemitério de Boulogne onde existem 44 campas – mas é aquele onde se reúne o maior número. Ali foram reunidos corpos que se encontravam noutros cemitérios de França, Bélgica e até da Alemanha, em virtude de terem sido capturados pelos alemães e falecido em campos de prisioneiros. A maioria, contudo, terá resultado da Batalha de La Lys, ocorrida a 9 de Abril de 1918.

Cinco courenses em Richebourg

Em Richebourg encontram-se também os corpos de, pelo menos, cinco soldados oriundos de Paredes de Coura. Entre os 1831 soldados ali sepultados existem ainda 238 que nunca foram identificados. Aqueles que é conhecida a identidade, é possível consultar algumas informações, numa página web criada como memorial e homenagem aos soldados lusos que participaram e perderam a vida naquele conflito e que pode ser consultada em http://www.memorialvirtual.defesa.pt.

Aliás,este blogue já em Janeiro de 2015, dava conta desta página web e da existência de courenses em Richebourg. Na altura, falou-se no caso de Gaspar da Cunha, natural de Pecene, Cossourado e falecido em 7 de Agosto de 1918, cujos descendentes tinham descoberto, com a ajuda da referida página web, a localização do corpo do seu ente querido e, quase 97 anos volvidos da sua morte, puderam prestar-lhe a sua homenagem.

Uma pesquisa simples no referido memorial mostra-nos, contudo, a existência de mais quatro courenses que combateram em França, sepultados no “cemitério português” de Richebourg. Desde logo três companheiros de armas de Gaspar da Cunha, que serviram na 4ª Brigada de Infantaria. É o caso de António de Sousa, natural da freguesia de Cunha, falecido em 28 de Agosto de 1918. E também de António Pereira, de Rubiães, falecido no dia da Batalha de La Lys. E ainda de Albano José de Castro, de Formariz, que morreu a 5 de Novembro de 1918. A eles junta-se Amadeu José de Lima, natural de Padornelo, que faleceu a 7 de Novembro de 1918, vítima de broncopneumonia e que fazia parte do Regimento de Artilharia nº 5.

No Memorial aos Mortos da Grande Guerra encontramos ainda outros três courenses que perderam a vida naquele conflito, mas noutra frente de batalha, nomeadamente em Moçambique, para onde foram enviados cerca de 30 mil homens. É o caso de José Ribeiro, de Infesta, que perdeu a vida a 1 de Dezembro de 1917, devido a paludismo, e está sepultado em Nangadi. No cemitério de Mocimboa da Praia estão sepultados mais dois soldados courenses: Casimiro de Amorim, oriundo de Castanheira, vitimado pelo paludismo a 9 de Dezembro de 1917, e Abílio Rola, natural de Cunha, que a doença levou a 19 de Junho do mesmo ano.